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A excelente razão do corpo

Quem faz conceber filhos no corpo, sou Eu, Tsukihi. Quem atende ao nascimento, também sou Eu, Tsukihi.             Ofu.VI-131

De fato, conceber filhos ou não é um trabalho inteiramente de Deus-Parens.

Mesmo o momento exato do nascimento não é da nossa liberdade. A mãe, juntamente com o ginecologista, faz um cálculo aproximado da data, mas somente quando as contrações começarem, ou seja, com o trabalho de Deus Parens, é que terá chegado o momento da criança nascer. Tanto a graça da gravidez, bem como a do parto sem problemas, dependem exclusivamente das dez providências de Deus-Parens.

A primeira providência, Kunitokotati-no-Mikoto, graça da água, dos olhos, é que permitirá que o feto passe a sua vida intrauterina flutuando dentro do líquido amniótico e possibilitará a formação dos seus olhos, o primeiro órgão a se formar no corpo humano.

O feto sobreviverá graças ao calor, à temperatura estável de 36,5 graus do corpo materno, mantida pela providência divina de Omotari-no-Mikoto, que é nos ensinado como a segunda providência.

Kunissazuti-no-Mikoto providenciará a graça da conexão da pele, ligando, unindo e envolvendo todos os órgãos internos do feto.

Tsukiyomi-no-Mikoto possibilitará a graça da formação e enrijecimento dos ossos.

Kumoyomi-no-Mikoto trabalhará no sentido de formar o aparelho digestivo, ou o futuro órgão de entrada e saída de alimentos do bebê.

A sexta graça, Kashikone-no-Mikoto, possibilitará a formação do aparelho respiratório.

Não podemos esquecer a graça de Izanami-no-Mikoto e de Izanagui-no-Mikoto que dão o toque final do viveiro e da semente, respectivamente.

Chegado o momento do parto, são necessárias três providências: Taishokutem-no-Mikoto, o corte de ligação entre o ventre materno e da criança; Otonobe-no-Mikoto, a extração da criança para fora do útero; e, Kunissazuti-no-Mikoto, o serviço final da recuperação das partes que foram cortadas.

É ensinado que Taishokutem-no-Mikoto representa, também, a graça divina de cortar a respiração no momento do retornamento.

Antigamente pensava-se que a morte representava a perda da graça divina, mas a grande verdade é que, mesmo no momento do retornamento, se não recebermos a providência divina do corte, sofreremos e agonizaremos, quem sabe, até mesmo durante anos.

Nós, seres humanos, não nascemos porque queremos. Não podemos escolher quem serão os nossos pais, nem onde, quando ou se nasceremos homem ou mulher. Quer dizer que, nem mesmo essas coisas essenciais da vida estão ao nosso alcance. Quando nos dermos conta como gente, tudo já estará definido por Deus-Parens. Tudo é providenciado de forma que cada qual nasça num lugar, tempo e como filhos dos pais compatíveis com o próprio merecimento.

Quanto a conceber filhos bons ou não, também dependerá do merecimento dos pais. Assim como uma rosa nasce numa roseira, de nada adianta os pais desejarem ter um filho de valor de um diamante, alegorizando, se eles próprios tem o valor apenas de uma bijuteria. A mesma coisa podemos dizer em relação aos filhos. Embora estes reclamem dos pais que tem, eles próprios tem o mesmo padrão de valor.

Assim, maldizer um do outro, reclamar, é mera perda de tempo. Sensato é conscientizar-se dessa correspondência de valores, arrepender-se da própria falta de valor e esforçar-se em melhorar a si mesmo, em majorar o seu valor, assentando-se nos ensinamentos de Deus-Parens.

Na Indicação Divina de 18/03/1894, temos:

“Cria-se chamando-o de tesouro, de razão de viver. Entretanto, um único fio de respiração é que é o tesouro, a razão de viver. Não há uma única razão além desta”.

Estas palavras se referem aos pais que criam os filhos com mimo. Embora os pais criem os filhos chamando de “tesouro da minha vida”, “razão da minha vida”, se um único fio de respiração falhar, eles se extinguirão. E graças ao trabalho divino da respiração é que os seres humanos são vivificados festivamente, chamando-os de “tesouro” ou “razão da vida”. Mas o verdadeiro “tesouro” ou “razão da vida” está no trabalho miraculoso de “vivificação” de Deus-Parens e da Oyassama.

*dos manuscritos da senhora Emely Eiko Akasaka, yoboku da Igreja Londrina (retornamento em 21/01/2002)

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