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Nas graças de Deus-Parens

Para o ser humano é comum, é até considerado por muitos como normal, ficar doente. Ninguém pode se considerar totalmente imune às doenças.

Sem delimitar a faixa de idade e sexo, quando o assunto é saúde ou a falta dela, principalmente, seus reflexos não só são vivenciados pela própria pessoa, mas também por alguém do seu círculo de convivência: na família, no ambiente de trabalho, no grupo de amigos, etc.

A situação da ausência de saúde é caracterizada por doença. E quais seriam estas doenças? As mais variadas possíveis: clássicas e corriqueiras como uma dor de cabeça, bem como as inimagináveis e complexas, quer seja em nível de seu diagnóstico ou posterior tratamento.

Um outro universo de doenças chega de mansinho, pela via da emoção. Quem a tem ou já passou pela experiência que essa dor provoca, diz senti-la na alma, no espírito, no coração. Esta dor nos rouba a cor, o brilho, o perfume, o aroma, o paladar, enfim, toda a energia e o prazer que até então impulsionava para o movimento pela vida.

Outro dado acerca da falta de saúde, é que ela não é privilégio de ninguém, nem dos ricos ou tampouco dos pobres. Certamente esta diferença pode afetar e ser conduzida de formas diferentes: provocando uma reflexão político-social sobre saúde, pertinente, mas que não é objetivo desta matéria.

Minha maior inquietação hoje, na condição de pessoa pertencente a múltiplos grupos de relacionamento: ora como esposa, ora como mãe, filha, nora, vizinha, professora, ou amiga, é buscar o conforto tão precioso para estas horas tão difíceis, especialmente da fragrância da salvação a ser transmitida aos necessitados, durante a nossa missão como yoboku deste caminho da fé.

Dentre tantas coisas valiosas deixadas pela nossa-mãe, Oyassama, em especial, há os poemas dos Hinos Sagrados, nos quais tenho buscado a inspiração para sensibilizar as pessoas de que a doença não é o fim, mas a oportunidade que recebemos de Deus-Parens para a nossa própria salvação. Para muitos, a doença é algo incompreensível e inaceitável, pois trazem sofrimento e dor, e os leva à morte; pensar no inverso não é tão natural.

Outro grande desafio, e tão importante quanto, é o entendimento de que a origem da doença está na própria pessoa, ou seja, é consequência do próprio uso espiritual. Além da atuação dos médicos, das instituições de saúde, dos remédios e dos processos de tratamento, seria importante compreender que a doença, em sua origem - o uso espiritual, revela o fundamento de sua causa.

Nos poemas do Hino Sagrado X, temos:

 

Sexto. Tenho proferido palavras cruéis porque apresso a salvação.

Sétimo. O sofrimento vem do seu próprio espírito, devem ter rancor de si mesmos.

Oitavo. Embora seja a doença um fato penoso, não há quem tenha conhecido a sua origem.

Nono. Até o presente momento, todos igualmente, não conheciam a origem das doenças.

Finalmente. Desta vez, ela foi revelada, a origem das doenças está no espírito.

 

Também constam as palavras da Indicação Divina, Ossashizu, de 27 de janeiro de 1901:

 

“O corpo padece, padece. Não é o corpo que padece. É a razão que se diz espírito que padece. Não é Deus que faz o corpo padecer. Todos padecem por causa do espírito.”

 

Para fechar este círculo de reflexões acerca das doenças, também é importante esclarecer às pessoas sobre o objetivo da criação do mundo, de todas as coisas e dos seres humanos por Deus Parens. A verdadeira salvação, do mundo com os seres humanos isentos de doenças, está no esclarecimento de que o verdadeiro sentido do ser humano existir está na explicação da predestinação original: a de compartilhar com Deus-Parens o júbilo da vida plena de alegria e felicidade.

A grandeza da vida plena de alegria e felicidade dita e prometida pelo Deus criador, e por esta razão, um desejo nato de todo ser humano, se dá única e somente através da prática de seus ensinamentos.

Este é o nosso desafio!

Soma-se, ainda, a nossa dedicação sincera em abrir e expandir o caminho, conduzindo as pessoas que tanto queremos e amamos à sua salvação, à nossa salvação.

Às vésperas da comemoração dos 60 anos de fundação da Sede Missionária, Dendotyo, do Brasil no dia 12 de junho próximo, e dando prosseguimento aos esforços incansáveis dos nossos mestres pioneiros, os quais, em condições muito mais adversas do que as atuais, abriram e doaram este caminho à nossa geração, unamos os espíritos e fortaleçamo-nos uns aos outros, combatendo o sofrimento das pessoas com doses de fé, esperança e a certeza de estar adiantando cada vez mais em direção a luz no fim do túnel. Mesmo que ainda não a enxerguemos, seja pelo tempo da resposta ou pela pouca intensidade, façamo-la refletir principalmente no íntimo de nossos corações.

No Hino Sagrado VI, Oyassama diz:

 

Quarto. Bem vieram seguindo o Serviço, isto é o meio fundamental da salvação.

Quinto. Praticando sempre o Kagura e o Teodori, no futuro, farei a salvação extraordinária.

 

*Gina Yzumi Kijima, é yoboku da Igreja Bauru e diretora da Associação Infantojuvenil do Brasil