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palestra

disposição espiritual

Primaz Kaoru Murata

Realizamos no dia de hoje, a grande cerimônia de janeiro, mas cada igreja também realiza a grande cerimônia nas suas respectivas localidades durante este mês. Ainda, como é do conhecimento de todos, as igrejas espalhadas por todo o mundo realizam a grande cerimônia recebendo a razão da Grande Cerimônia de Primavera, realizada no dia 26 de janeiro, na Terra Parental, em Jiba. Da mesma forma como a Grande Cerimônia de Outono é realizada na data em que tivemos a revelação divina, no caso da Grande Cerimônia de Primavera, que igualmente é realizada todos os anos, a origem está no dia 26 de janeiro de 1887 (c.l.), data em que a Oyassama ocultou o seu ser físico.

Na última página do capítulo 10 do livro “Vida de Oyassama - Minuta”, temos: “Oyassama, que abriu o caminho da salvação de todas as pessoas, (…) veio a encurtar a existência física, sacrificando 25 anos da vida determinada, por incentivar a maturação espiritual da humanidade.” Isto é, Oyassama ocultou o seu ser físico devido ao profundo amor maternal de querer apressar a maturação dos seus filhos, que nós somos. Lendo o capítulo 10 desde o início, podemos sentir mais nitidamente a grandeza desse amor.

No início do ano de 1887, quando saía do banho, Oyassama cambaleou subitamente e disse: “Isto é sinal de que o mundo vai se mover”. Após isso, Oyassama, através dos sinais em seu próprio corpo, instruiu repetidamente sobre a importância da execução do Serviço Sagrado com o intuito de apressar a evolução espiritual das pessoas.

Oyassama estabeleceu-se como sacrário de Deus-Parens no dia original da revelação divina e, durante 50 anos, percorreu o caminho dedicando-se sinceramente à salvação como parens da vida-modelo. Ainda, mesmo encurtando a vida natural determinada em 25 anos, apressou a execução do Serviço da Salvação e, ao mesmo tempo, incentivou as pessoas a dedicarem-se sinceramente a Deus. Portanto, um ponto muito importante ao realizarmos a grande cerimônia de janeiro é que temos que nos conscientizar de que a Oyassama ocultou-se fisicamente apressando rigorosamente a execução do Serviço Sagrado. E ao falar em Serviço Sagrado, estamos nos referindo ao Serviço de Kagura, também chamado de Serviço da Salvação, Serviço do Kanrodai ou Serviço Alegre; portanto estamos falando do Serviço Sagrado autêntico executado ao redor de Jiba, pelas dez pessoas do Pessoal do Serviço.

Por outro lado, ao lermos este capítulo 10, além da execução do Serviço Sagrado, podemos perceber que está sendo instruído também sobre a importância de “evoluir o espírito”, de “deliberar” e de “determinar o espírito”. Portanto, gostaria de recapitular brevemente os acontecimentos com o foco nestes três pontos.

Como já mencionei, no dia 1º de janeiro a Oyassama cambaleou e disse: “Isto é sinal de que o mundo vai se mover”. No dia 4, subitamente a sua saúde se tornou crítica e, consultando a intenção divina através do sr. Izo Iburi, houve a seguinte explanação: “Até este momento, tenho explicado a respeito de todas as coisas, mas não as têm compreendido claramente. Embora tenha explicado tanto, não há quem tenha compreendido.” Continuando, foi dito: “Se consideram mentira o que Deus diz, este caminho não teria continuado por 49 anos, até o presente. O que disse até agora tem sido realizado. Reflitam através disto. Devo retirar-me já, nestas condições? Devo ocultar-me?”

Oyassama deixou de respirar e como seu corpo foi se esfriando rapidamente, todos ficaram assustados e perceberam que foi um erro evitar a execução do Serviço Sagrado (Serviço do Kanrodai) por medo da opressão das autoridades, mesmo cientes da importância deste Serviço. Assim, a partir do dia 5, apesar dos instrumentos estarem incompletos, foi realizado seguidamente o Serviço Sagrado em sinal de perdão por este erro. No entanto, assim como das vezes anteriores, foi executado discretamente, com os portões fechados e na calada da noite. Portanto não deve ter sido totalmente aceito por Deus-Parens. Na noite do dia 8, as pessoas presentes debateram sobre o assunto e determinaram: “executar o Serviço suficientemente de acordo com o que foi ensinado (registro Kouki), com dois décimos reservados aos afazeres do mundo humano e oito décimos dedicados aos afazeres de Deus-Parens”. Esta determinação deve ter sido aceita, pois Oyassama ficou bem disposta e alimentou-se um pouco. Então, houve as seguintes palavras: “Pensam que enfraqueci por causa da idade ou que essa dificuldade é moléstia? Não é moléstia, nem é fraqueza. Tenho explanado tudo exaustivamente passo a passo. Reflitam bem.” Ou seja, a indisposição não tinha a causa na fraqueza ou na enfermidade, mas a anormalidade no corpo da Oyassama era para incentivar a determinação espiritual de todos em executar o Serviço Sagrado, que é um dos caminhos de dedicação sincera à salvação. 

Entretanto, mesmo no dia 10, a indisposição persistia. Assim, foi feita a consulta perguntando se deveriam executar o Serviço também de dia, não somente de noite, como estava sendo feito até esse momento, e a resposta foi: “Já não darei indicações para fazer isto ou aquilo. Depende do espírito de cada um.”

A princípio, Deus-Parens aceitou a decisão das pessoas de realizar continuamente o Serviço Sagrado desde o dia 5 e a Oyassama teve uma pequena melhora. Mas, como executaram o Serviço de noite, com as portas fechadas e discretamente, querendo promover um maior amadurecimento por parte das pessoas, mostrou novamente um sinal no corpo de Oyassama e fez com que as pessoas deliberassem uma vez mais. Ficou decidido que “oito décimos seriam dedicados aos afazeres de Deus-Parens” e como foi uma determinação resultante da deliberação de todos os presentes, isso foi aceito, refletindo na melhora da Oyassama. Penso que, está sendo ensinado que uma determinação espiritual feita após as devidas deliberações, será certamente aceita. Acredito que todo esse processo também é um exemplo deixado como vida-modelo.

No entanto, a disposição da Oyassama caiu novamente e desta vez foi dito: “Já não darei indicações para fazer isto ou aquilo.” Esta resposta não significava necessariamente a desistência por parte de Deus-Parens, mas sim a afirmação de que as pessoas já sabiam o que deveria ser feito: a deliberação e a determinação espiritual. Sobre este ponto, em uma certa ocasião, o atual primaz mundial, Shimbashira, explicou: “Mesmo melhorando, como é temporário e seguido de uma decaída, as pessoas percebem que não é o suficiente e realizam uma nova deliberação, esforçando-se ainda mais em alcançar a intenção divina. Concordam em buscar um maior amadurecimento, realizam a consulta ou perguntam novamente sobre a intenção divina, ou seja, um intenso debate é realizado, em que se discute seriamente qual o caminho que eventualmente será aceito. Ao dizer “já não darei indicações para fazer isto ou aquilo”, percebe-se que a Oyassama está encaminhando as pessoas para, dali em diante, quando se sentirem necessitadas, buscarem as respostas refletindo, discutindo e deliberando.”

Sem sombra de dúvidas, o primeiro Shimbashira estava ciente de que a execução do Serviço Sagrado é o mais importante, mas levando em consideração a opressão das autoridades da época e o estado de saúde da Oyassama, não é difícil de se imaginar a dificuldade que teve que enfrentar para tomar uma decisão. Após refletir diversas vezes, na madrugada do dia 13, adiantou-se até a cabeceira da Oyassama para consultá-la e disse: “É difícil realizar o Serviço porque existem as leis.” Ainda, solicitou um prazo para poder treinar o movimento das mãos, assim como a permissão para construir primeiro um local onde pudessem realizar o Serviço, mas Oyassama disse: “Se digo, agora, é agora. Não deve haver nenhuma hesitação.” Ainda, disse: “Se não houver dificuldades, o espírito não fica determinado.” Ou seja, explicou a urgência do momento e que havia chegado a hora da decisão e também afirmou que o espírito só fica determinado porque existe essa circunstância difícil, pois se não houvesse nenhuma dificuldade, o espírito não ficaria determinado de verdade.

Além disso, com relação ao impasse que as pessoas daquela época estavam enfrentando, de ter que tomar uma decisão obedecendo a vontade divina, mas não contrariando as leis, foi explanado o seguinte: “Por existir Tsukihi, existe este mundo; por existir o mundo, existe cada uma das coisas; por existir cada uma das coisas, existem os seus corpos; por existirem os seus corpos, existe a lei; embora exista a lei, a determinação espiritual é o mais importante.” Isto é, ensinou a sequência em que deu origem a todas as coisas do mundo. Deus-Parens já existia antes de tudo e é por isso que foram criados os seres humanos e este mundo. Só depois disso é que surgiram as várias regras, chamadas de leis, para facilitar a vida dos seres humanos. Pode ser que existam as leis definidas pelos homens, mas temos que obedecer, antes de tudo, a vontade de Deus-Parens, que deu origem a todas as coisas, portanto determinar isso no espírito é o mais importante.

Ademais, essa instrução não se refere apenas às pessoas que estavam naquela época. Sobre este ponto, o primaz mundial orientou da seguinte forma: “Penso que foi-nos mostrada uma atitude espiritual que não podemos nos esquecer, independente da época e das circunstâncias. Creio ser possível afirmar que, mesmo na atualidade, e também daqui para frente, em que não precisamos nos preocupar em sofrer restrições das leis e intervenções das autoridades, isso sempre servirá de base para refletirmos e decidirmos.”

Desta forma, em várias ocasiões estamos sendo instruídos sobre a importância de refletir firmemente, deliberar ou debater repetidas vezes e, assim, fazer a determinação espiritual para podermos seguir adiante. Com certeza essa orientação serve como exemplo e modelo para nós que vivemos na atualidade. Quando nos depararmos com um nó ou quando tivermos que realizar uma grande decisão, temos que refletir firmemente, deliberar reiteradas vezes e daí determinar o espírito e pôr em prática. Se mesmo assim não resolver, devemos concluir positivamente, de que está sendo exigida uma maior evolução espiritual da nossa parte, refletir, deliberar e, determinando o espírito novamente, dedicar-se uma vez mais.

Agora, mudando um pouco de assunto, este é o terceiro ano da atividade decenária dos três anos, mil dias rumo aos 140 anos do ocultamento físico de Oyassama, também conhecido como o ano de conclusão. Para esta atividade decenária, foi orientado para que cada igreja,  cada yoboku e cada seguidor definisse cada qual a sua meta, estimulando a espontaneidade da conduta de todos, e acabamos chegando no último ano. Tendo em vista este ano de conclusão da atividade decenária, gostaria de aproveitar esta oportunidade para fazermos, juntamente, uma reflexão acerca da atitude espiritual que temos que manter durante este ano.

Primeiramente, temos que nos esforçar em cumprir as metas definidas por cada um. No caso destas metas, pode ser que tenha sido determinado um objetivo que seja contínuo, como por exemplo, reverenciar todos os meses a cerimônia mensal da igreja a que pertence. Ou, pode ser que tenha sido um objetivo que se concretize em um único ato, por exemplo, participar do seminário de formação espiritual. Não importa o que tenha sido estipulado, o importante é o empenho em finalizar o que foi determinado. Caso ainda não tenham definido uma meta própria, o período da atividade decenária é de três anos, mas ainda temos um ano pela frente. Gostaria que fizessem a determinação e já começassem a trabalhar em cima disso.

Em seguida, para renovar as nossas disposições espirituais, gostaria de recapitular alguns pontos relativos à intenção contida na Instrução 4, que acabamos de ler.

Em primeiro lugar, a expressão “quando bebemos água, sentimos o gosto da água”. Através deste exemplo de vida deixado pela Oyassama, foi-nos ensinado que, mesmo enfrentando diversas dificuldades, podemos passar com o espírito alegre. Na época, a Oyassama estava na completa pobreza, não tendo nem arroz para comer no dia seguinte. Tomando esta vida-modelo como referência e fazendo uma comparação com a nossa situação atual, temos que refletir sobre a nossa conduta espiritual no dia a dia. Será que não estamos perdendo a paciência com facilidade, reclamando de tudo e culpando os outros quando as coisas não vão como queremos? O caminho para evoluirmos durante estes três anos, mil dias surgirá na medida em que percebermos e nos esforçarmos em modificar o mau uso espiritual e os maus hábitos e temperamentos de cada um.

Na sequência temos, “do nó sai o broto”. É ensinado que todos os fatos que surgem são manifestações de Deus- Parens para orientar a evolução espiritual das pessoas. Sobre este ponto, já faz um tempo, o 3º primaz mundial (pai do atual shimbashira) explanou: “Através da razão de tudo que acontece, nós tomamos conhecimento de que estamos sendo instruídos ou que recebemos um recado de Deus-Parens estimulando o nosso amadurecimento. Por outro lado, quanto à instrução, se formos instruídos, temos que corresponder, para podermos avançar no caminho da retribuição das graças. Portanto de nada adianta apenas sermos instruídos e não correspondermos. É justamente igual aos nutrientes que são absorvidos pelo corpo após a digestão dos alimentos. Quando recebemos uma instrução divina, o espírito que procura corresponder a essa orientação é que irá atrair as graças extraordinárias, tornando o impossível em possível e é assim que conseguimos apreciar a máxima alegria de uma pessoa que trilha o caminho desta fé.” A razão do que acontece, isto é, os fatos que surgem inesperadamente, como as enfermidades e os problemas circunstanciais, tudo é instrução de Deus. Já mencionei no início, mas o que temos que fazer é refletir sinceramente sobre a orientação recebida, deliberar, debater entre o casal, ou dentro da família, ou dentro da igreja ou casa de divulgação, determinar o espírito de forma que seja possível corresponder a essa instrução recebida e executar o que foi determinado. É assim que recebemos a graça extraordinária, que torna o impossível em possível. Se, mesmo assim, não atingirmos o resultado esperado, significa que Deus anseia por uma maior evolução da nossa parte. Portanto refletindo e deliberando uma vez mais, é muito importante determinarmos novamente o espirito.

Por outro lado, no início, citei também um trecho da indicação divina que diz: “Se não houver dificuldades, o espírito não fica determinado.” Estas palavras não significam, de maneira alguma, que através das dificuldades, como as enfermidades e os problemas circunstanciais, Deus quer prejudicar, quer fazer sofrer ou castigar. Deus está unicamente incentivando a determinação espiritual de cada um. Principalmente neste período da atividade decenária, creio que estão ocorrendo vários fatos e estão sendo mostrados acontecimentos de diversas formas, mas estas são instruções divinas fundamentadas no amor parental de incentivar e querer ver uma maior evolução da nossa parte. Portanto se correspondermos firmemente a essa intenção, com certeza nos serão mostrados resultados extraordinários.

Ainda, na Instrução 4 temos também a expressão “salvando os outros, estará salvando a si mesmo”. Não há a necessidade de mencionar, mas o espírito de querer salvar as pessoas é o espírito e a conduta que mais contenta a Deus- Parens. Isso significa que o inverso, isto é, o pensamento e a conduta egocêntrica ou o uso espiritual e atitude que só pensa em si e nas pessoas que estão a sua volta, assim como o espírito que nega ou exclui as pessoas, não será aceito por Deus-Parens. Além do mais, em diversas ocasiões ouvimos a afirmação de que o verdadeiro sentimento de alegria é aquele que aflora do fundo do coração quando pensamos no bem de outros ou fazemos algo para o bem de outros. Em outras palavras, é possível afirmar que a verdadeira felicidade só poderá ser desfrutada a partir do momento em que pensamos no bem de outras pessoas, agimos para o bem de outras pessoas e dedicamos em prol de outras pessoas. Penso que isto explica o significado da expressão contida na Instrução 4, que diz: “o espírito se purifica naturalmente e será salvo, tornando-se alegre e animado”.

Ontem, o módulo 3 do curso estudantil saiu para fazer a divulgação e pude acompanhar uma equipe. Foi por um curto período de tempo, mas o seu conteúdo foi extremamente profundo. No momento da ministração do Sazuke, não somente a atitude da pessoa que estava ministrando, mas também das pessoas que estavam solicitando, assim como a seriedade de todos ouvindo com atenção as palavras de angústia da senhora que tinha recebido a ministração do Sazuke e as lágrimas de solidariedade e compaixão que começaram a cair do rosto de todos os ouvintes, marcou profundamente aquele momento. Na hora da despedida, vendo a fisionomia aliviada e satisfeita da senhora, senti uma alegria surgir do fundo do coração e penso que todos do grupo também tiveram o mesmo sentimento.

Continuando, na Instrução 4 temos também dicas de como os yoboku devem atuar durante este período e as três primeiras não são exclusivas para quem é yoboku: conduzir-se voluntariamente à igreja; animar-se no dia a dia ao hinokishin; empenhar-se na divulgação, a partir das pessoas próximas. Este é o momento para refletirmos, o quanto conseguimos nos dedicar para pôr em prática, no dia a dia, estas orientações durante os dois primeiros anos desta atividade decenária.

Sobre, “Conduzir-se voluntariamente à igreja”.

Acredito que o termo “voluntariamente” não deve ser interpretado de forma limitada, portanto apenas para os casos das pessoas que vão à igreja sem serem forçadas. Acredito que, no caso das pessoas que, a princípio, só frequentavam a igreja 2 ou 3 vezes ao ano, conduzir-se voluntariamente seria passar a frequentar 2 ou 3 vezes ao mês. Ou mesmo no caso de uma pessoa ter dito antes que não poderia ir à igreja em uma determinada ocasião, conduzir-se voluntariamente seria fazer um esforço extra para poder estar presente nesta data.

Ainda, no caso do hinokishin e da divulgação, é importante refletir se dentro do dia a dia estamos focados para não deixar passar as oportunidades. Tendo disposição, é possível conviver na escola e no trabalho com a atitude de hinokishin, assim como, se tivermos um panfleto sobre a Tenrikyo ou um Jornal Tenri dentro da bolsa, podemos fazer a divulgação a qualquer hora. O importante é se manter consciente.

Dando continuidade, para as pessoas que estão sofrendo com problemas físicos e circunstanciais, confortá-las de coração, solicitar a solução através do Serviço e ministrar o Sazuke nas pessoas que sofrem de doenças. Apenas o último, que é ministrar o Sazuke, só pode ser feito por quem é yoboku, mas os demais, que é confortar de coração e solicitar a solução através do Serviço, pode ser executado por qualquer pessoa, mesmo criança ou estudante; é só ter vontade. É possível reverenciar na cerimônia mensal das igrejas ou casas de divulgação, ou no Serviço da manhã ou da tarde, ou mesmo nos Serviços de solicitação, orando pelo restabelecimento de enfermidades ou problemas circunstanciais dos familiares, amigos e conhecidos. Se for yoboku, ministrar o Sazuke sem perder as chances que surgirem. Durante os três anos, mil dias, portanto durante o restante deste ano, é importante passarmos conscientes destes pontos.

Ainda, um outro ponto relevante é transmitir firmemente a fé, de pai para filho, de filho para neto. A alegria da fé não se transmite de forma automática. É imprescindível trabalhar para que seja feita essa transmissão. Aproveitando o momento oportuno desta atividade decenária, gostaria de solicitar para todos refletirem sobre este ponto também.

Por último, gostaria de falar sobre o regresso a Jiba.

Os 140 anos do ocultamento físico de Oyassama será realizado no dia 26 de janeiro do ano que vem. Portanto reverenciar nesse dia seria o ideal; e a cerimônia decenária é apenas nesse dia. No entanto, pode acontecer de não ser possível regressar justamente nesse dia. No caso das pessoas que moram no Brasil, a distância, o tempo e a questão financeira dificultam ainda mais. Além disso, muitas pessoas estão planejando regressar em 2026, por ser o ano do decenário. Mas, tem pessoas que irão regressar já neste ano. De qualquer maneira, para as pessoas que estão programando o regresso a Jiba, apesar de existir a dificuldade financeira, gostaria de solicitar para que dessem continuidade aos esforços para poder concretizar o regresso a Jiba nesta época tão oportuna.

Com relação às atividades que serão desenvolvidas durante este ano, no Japão será dada ênfase ao regresso a Jiba. O primaz mundial disse que o período dos três anos, mil dias, não é de preparação, mas que já está valendo, portanto é uma época propícia. Acredito que, muitas pessoas do Brasil já estão se programando para regressar neste ano. Por conta disso, gostaria de anunciar sobre os diversos cursos em português, ou com tradução, que serão oferecidos na Terra Parental, contando com a ajuda do Departamento de Missões Exteriores.

Sobre o curso de habilitação para mestre do Caminho, com início em 27 de janeiro e 27 de março, haverá tradução simultânea para o português. Ainda, no curso de habilitação para condutores de igreja, com início em 27 de abril também haverá tradução. Em seguida, sobre a agenda do 2º semestre. A partir do dia 1º de setembro até o dia 27 de novembro, haverá uma classe de português para o seminário de formação espiritual - Shuyoka da Sede, com duração de 3 meses. Logo na sequência, a partir do dia 27 de novembro, haverá uma classe de português para o curso de habilitação para mestre do Caminho. Na hora de decidir se irá participar ou não dos cursos, sempre vem primeiro a preocupação com relação às férias do trabalho, assim como a questão financeira, mas gostaria que fizessem a determinação antes de se prepararem. Como disse no início, é ensinado que “a determinação espiritual é o mais importante”. Ainda, nas indicações divinas temos: “determinar ou não determinar, pacifica-se depois que se determina. Não se pacifica para depois determinar”. Solicito o empenho em, primeiramente, firmar a determinação espiritual de regressar a Jiba.

Ainda, quando regressarem à Jiba, creio que muitos irão convidar e levar familiares e parentes, ou mesmo pessoas que ainda não conhecem este ensinamento. Nestes casos, é possível solicitar a visita aos santuários com explicação em português, assim como o curso básico da Tenrikyo em português. Este curso tem duração de 90 minutos e é voltado para pessoas iniciantes ou que ainda não conhecem os ensinamentos. Em ambos os casos, é necessário solicitar ao departamento de missões exteriores e agendar com antecedência, através das igrejas superioras ou igrejas-mor. 

Finalizando, gostaria de contar com o total empenho de todos na concretização da determinação espiritual durante este ano de conclusão rumo aos 140 anos do ocultamento físico de Oyassama e, assim, encerro a minha palestra de hoje. Muito obrigado pela atenção.