Sueli Kimura Haga
No dia 14 de junho, celebramos o Dia Mundial do Doador de Sangue. Essa data reconhece a generosidade e a solidariedade de todas as pessoas que doam sangue e, com esse gesto, salvam milhões de vidas. Também é um momento para conscientizar aqueles que ainda não doam e sobre a importância desse ato de amor ao próximo.
A escolha dessa data homenageia o aniversário de Karl Landsteiner, um médico austríaco laureado com o Prêmio Nobel por ter descoberto o sistema ABO de grupos sanguíneos, o que revolucionou a medicina, tornando possíveis as transfusões de sangue seguras, salvando incontáveis vidas.
Além disso, o mês de junho é estrategicamente escolhido por anteceder o período de férias em julho e os estoques nos bancos de sangue tendem a diminuir.
No ensinamento da Tenrikyo, fazer a determinação espiritual de usar este corpo que nos é emprestado por Deus-Parens em benefício do próximo é um dos atos mais sublimes que podemos praticar.
Em 2019, por conta de um estresse excessivo no trabalho, minha pressão arterial se elevou perigosamente e, como consequência, sofri uma lesão na carótida. Uma tomografia revelou que a artéria havia desenvolvido uma espécie de “ferida”, liberando trombos que poderiam causar um AVC, caso bloqueassem uma artéria menor. Fui tratada com anticoagulantes e, graças à proteção de Deus-Parens e Oyassama, não tive nenhum sintoma.
Movida por essa grande graça, decidi, a partir de 2020, já em plena pandemia, iniciar campanhas de doação de sangue, além da determinação espiritual de doar sangue duas vezes ao ano, sempre convidando colegas e familiares a se unirem nessa missão. A sensação após cada doação é indescritível – é como se deixássemos um tesouro, um presente inestimável, pois não existe substituto para o sangue.
Vamos juntos praticar esse ato de Hinokishin, usando nosso corpo emprestado para salvar vidas. Convide sempre um amigo ou um familiar, e que esse gesto inspire ainda mais pessoas a se tornarem doadores regulares!
(Sueli Kimura Haga, Igreja Atlântico)
Depoimentos
No início deste ano, tive a oportunidade de fazer a doação de sangue, participando do Corpo de Hinokishin da Associação dos Moços. Foi, sem dúvida, uma experiência muito enriquecedora, tanto por poder contribuir com a sociedade, quanto pelas reflexões que me proporcionaram. Confesso que, por ser minha primeira vez, estava um pouco receoso, com certo medo de desmaiar ou passar mal. No entanto, para minha surpresa, todo procedimento foi tranquilo e indolor. Após a doação, senti uma satisfação e um bem-estar difíceis de descrever — uma sensação que poucas vezes havia experimentado antes. Percebi que doar sangue é um gesto de amor ao próximo e de forma silenciosa e anônima. É ajudar alguém sem sequer saber quem, sem esperar reconhecimento, o que torna esse ato uma das formas mais puras de solidariedade. Assim, gostaria de manifestar minha gratidão pela minha saúde e pela oportunidade de colaborar, ainda que de forma singela, com a construção de um mundo mais solidário e harmônico, conforme os ensinamentos que recebemos em nossa fé e prática diária da Tenrikyo.” ((Victor Eiji Hara, Igreja Ribeirão)
Doei sangue pela primeira vez aos 19 anos, durante uma campanha promovida pelo Departamento das Moças em conjunto com a Associação dos Moços. Desde então, mantenho o compromisso de doar pelo menos duas vezes ao ano, e já se passaram cinco anos desde aquele primeiro gesto. Uma única doação pode ajudar até quatro pessoas que enfrentam situações delicadas, como emergências, cirurgias ou tratamentos contra o câncer. Para doar é essencial estar em boas condições de saúde. Por isso, cuidar do nosso corpo também é uma forma de cuidar do outro. (Ellen Ami Soma, Igreja Tsu Hakuryu)