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Capítulo XX - Hinos Sagrados
O Mikagura-Uta, Hinos Sagrados, assim como o Ofudessaki, a Escritura Divina, foram ensinados diretamente por Oyassama. Porém, embora ambos façam parte dos “Textos Originais”, há uma ligeira diferença de intenção em relação ao Ofudessaki.
Como foi explicado no capítulo anterior, o Ofudessaki foi escrito para que nós, por meio da leitura repetida, pudéssemos assimilar firmemente em nosso espírito a intenção de Deus-Parens, de modo a não nos esquecermos.
O Mikagura-Uta por sua vez, mais do que ter como objetivo principal nos instruir, foi ensinado como um instrumento para o Serviço, ou seja, como os hinos que acompanham a execução do Serviço.
Naturalmente, o Serviço Sagrado em si já nos permite desfrutar ao máximo a vida plena de alegria e felicidade, e, nesses hinos, é claramente ensinado sobre o estado de espírito que devemos ter como seres humanos para a concretização da vida plena de alegria e felicidade. Portanto, é desnecessário dizer que este também é um ponto de apoio indispensável para a fé e muito precioso para todos nós.
O Mikagura-Uta é dividido em duas partes principais. A primeira parte consiste nas três estrofes: “Ashiki o harote tasuke tamae Tenri-Ô-no-Mikoto”, “Tyoto hanashi...” e “Ashiki o harote tasuke sekikomu...”, que são cantadas para a execução do Serviço de Kagura. Além disso, estes hinos são utilizados no Serviço Sentado das cerimônias mensais das Igrejas e no Serviço Matutino e Vespertino. Mesmo quando realizamos o Serviço individualmente, cantamos estes hinos.
A segunda parte são os hinos do Teodori, Dança das Mãos, composta pelos oito versos do Hino Yorozuyo e os Doze Hinos, cada um composto por dez versos.
Na forma de kazoe-uta (versos enumerados), o Mikagura-Uta traz familiaridade, é fácil de memorizar e, além disso, foi elaborado para que possamos compreender claramente a intenção de Deus-Parens. Os hinos são também extremamente alegres e, ao realizar a Dança das Mãos, sentimo-nos naturalmente envolvidos por uma alegria radiante que brota do fundo do coração. Pode-se dizer que os cinquenta anos da vida-modelo de Oyassama foram uma sucessão de dificuldades que não pode ser expressa nem em palavras, nem por escrito, mas não se sente qualquer sombra desses sacrifícios. É possível sentir a alegria da fé, que nos permite atravessar qualquer adversidade com ânimo e contentamento.
No outono de 1866, Oyassama ensinou a primeira parte do Mikagura-Uta, através do hino “Ashiki harai...”. Depois ensinou o hino “Itiretsu sumashite Kanrodai”, na sua forma atual, em 1882. Nesse intervalo, em 1867, foram ensinados os “Doze Hinos”, e em 1870, foram ensinados o “Tyoto hanashi...” e o “Hino Yorozuyo”.
Capítulo XXI - Ossashizu, Indicações Divinas
Nos Textos Originais do Caminho, juntamente com o Ofudessaki, a Escritura Divina e o Mikagura-Uta, os Hinos Sagrados, existe o Ossashizu, as Indicações Divinas.
O Ossashizu é o registro das palavras de Deus- Parens em resposta às consultas sobre o indivíduo, a igreja, entre outras, em que era instruído detalhadamente sobre a postura espiritual, o modo de caminhar e como se portar diante de diversas questões que surgiam no cotidiano, incluindo problemas de saúde e problemas circunstanciais.
Além das Indicações Divinas que foram feitas através de consultas, existem também as indicações que foram transmitidas por Deus-Parens, em momentos determinados, sem que as pessoas tivessem feito uma consulta. As palavras transmitidas nesses momentos são chamadas de Indicações Divinas de Tempo Oportuno, “Kokuguen-Ohanashi”, “Kokuguen-Ossashizu” ou somente “Kokuguen”. São explanações proferidas em cada tempo oportuno que, pela intenção de Deus-Parens, são de extrema importância e sobre o qual houve a necessidade de nos ensinar e orientar precisamente naquele momento.
Antigamente, o Ossashizu também era chamado de “Tokinagashi”, Indicações Faladas, e não eram registradas por escrito. No entanto, o Ossashizu explanado durante os vinte anos desde o início de 1887 até 1907, quando o Honseki retornou, foi tudo registrado por escrito. Depois, as indicações foram compiladas e publicadas em 1928. É uma imensa coletânea que se estende por oito volumes (em outubro de 1963, foram reexaminadas com base nos manuscritos originais, para serem reescritas utilizando também os ideogramas kanji), publicada em sete volumes. Esta é chamada de edição revisada).
Enquanto o Ofudessaki e o Mikagura-Uta foram escritos pessoalmente pela Oyassama e ambos possuem a forma de versos, o Ossashizu consiste nas explanações que foram transmitidas pela Oyassama ou através do Honseki. Essas explanações foram transcritas e preservadas por aqueles que estavam próximos a eles na época. Uma grande diferença é que sua forma é, naturalmente, a da linguagem falada
Em comparação ao Ofudessaki e o Mikagura-Uta que nos ensinam os fundamentos e a base para uma fé de devoção única a Deus, o Ossashizu nos ensina a maneira de compreender as situações práticas, ou seja, como agir na vida cotidiana, instruindo-nos sobre a atitude espiritual e a forma de agirmos de acordo com cada momento e situação, tendo a convicção da devoção única a Deus.
(continua na próxima edição)