Jiba é a nossa terra parental, onde o Parens aguarda o regresso de seus queridos filhos
No mês de janeiro deste ano, cerca de 350 brasileiros regressaram a Jiba, a Terra Parental dos seres humanos, para participarem da celebração dos 140 anos do ocultamento físico de Oyassama, realizada no dia 26.
Tradicionalmente, no Brasil, consideramos o decenário do ocultamento de Oyassama como o ano do decenário de Oyassama. Assim, neste mês de julho, em pleno verão da Terra Parental, teremos diversas atividades coordenadas pelas associações, além de cursos promovidos pela Sede. Mais uma vez, provando a sua fé e determinação, mais de 400 brasileiros regressarão a Jiba, mantendo a Oyassato bastante animada.
Apesar das diversas dificuldades, muitos brasileiros se determinaram a realizar o regresso a Jiba desde o início do período oportuno dos “três anos e mil dias” rumo ao decenário de Oyassama. Não é uma tarefa fácil, pois, para nós, brasileiros, Jiba fica do outro lado do planeta. É necessária muita persistência, determinação e organização pessoal e familiar para conciliar tempo e recursos financeiros, além de contar com a providência e a graça de Deus-Parens. Também enfrentamos outros fatores que dificultam ainda mais a viagem, como conflitos geopolíticos e uma situação econômica instável. Perante tudo isso, ao recebermos a graça de poder regressar, faltam palavras para manifestar a nossa gratidão a Deus-Parens e a Oyassama, eternamente viva, pela condução.
Mas por que o regresso a Jiba é tão importante para nós, seguidores desta fé?
O Primaz, na sua saudação durante a Cerimónia Mensal de junho, disse: “Jiba é o local onde Deus-Parens, criador deste mundo e dos seres humanos, se encontra presente; por isso, é a terra natal de toda a humanidade. Portanto, Deus-Parens, assim como Oyassama, aguardam ansiosamente o regresso (o voltar ao lar original) de seus queridos filhos do mundo inteiro, com o intuito de salvar igualmente todas as pessoas.”
Ainda reportando-se ao livro Episódios da Vida de Oyassama, o Primaz citou o episódio 79, “Filhos que regressam”, destacando a explicação de Oyassama a Jirokiti Kita: “Dentre muitos filhos que vêm de regresso aqui, há quem arrume a bagagem e a leve num carrinho. Há também pessoas que, embrulhando-a num grande lenço, a vão carregando nas costas. Ainda, há pessoas que, enchendo um grande lenço furado, a vão carregando nas mãos. Acabarão perdendo tudo até chegarem a casa.”
O Primaz finalizou dizendo: “Portanto, ao regressar a Jiba, o importante é receber a razão de Jiba e trazer a maior quantidade possível dessa razão de volta para o Brasil. Jiba é o lugar da salvação. Trazer essa razão da salvação é o que há de mais precioso para quem realiza o regresso. E, para receber essa razão, o importante é reverenciar o Serviço de Kagura, no dia 26, com o espírito sincero. Além disso, é fundamental realizar o hinokishin, não se limitando a uma ou duas vezes, mas tantas vezes quantas for possível. Como Jiba é o ‘local onde se fica contente’, temos de evitar a insatisfação e esforçar-nos para estar sempre contentes e felizes, passando os dias com muita alegria.”
Para as diversas pessoas que realizarão o regresso agora, neste mês, desejo uma excelente viagem. Que levem uma “enorme mala” espiritual para trazerem na bagagem uma grande quantidade da razão de Jiba.
Para quem não conseguir fazer o regresso nesta época, o caminho é continuar com a dedicação diária e a firme determinação de regressar a Jiba assim que possível. Ao retornar, poderá demonstrar a Oyassama, Nossa-Mãe, o quanto evoluiu espiritualmente e, assim, receber a preciosa razão de Jiba.
(Geraldo Yoshio Takahashi)