Sueli Haga
Sempre acreditei que levar os filhos e reverenciar a igreja desde pequenos é um dos maiores presentes que podemos oferecer. Na igreja, eles fazem amizades, aprendem valores, desenvolvem o espírito de dedicação e constroem lembranças que os acompanharão por toda a vida.
Quando eu tinha seis anos, participei pela primeira vez do Encontro Infantojuvenil, Tsudoi, e fiquei encantada com a apresentação das bandas de Koteki. Sonhei em um dia tocar aqueles instrumentos, mas, como morava longe da Sede Missionária, Dendotyo, esse sonho não pôde se realizar.
Anos depois, quando meus filhos tinham seis e sete anos, fiz questão de levá-los para participar do Koteki na regional Ipiranga. Eles iniciaram os treinos com a flauta e, ao longo dos anos, aprenderam muito mais do que música. Nos ensaios, desenvolveram disciplina, respeito, perseverança, gratidão e construíram amizades que permanecem até hoje, para toda a vida.
Neste ano, aos 19 e 21 anos, conquistaram a tão sonhada medalha de ouro. O Minoru foi regente nos dois últimos anos e, este mês, tocará acordeon na apresentação na Terra Parental - Oyassato, instrumento que aprendeu sozinho. O Shuji dedica-se ao piccolo, um instrumento de sopro que exige muita técnica e dedicação.
Ver o crescimento dos dois me fez compreender que Deus-Parens realizou, por meio deles, um sonho que eu carregava desde a infância: dos filhos serem integrantes do Koteki e de realizar o regresso a Jiba com a família.
Tenho certeza de que essa trajetória foi possível porque cresceram próximos do convívio da igreja. Desde pequenos participavam do Serviço, aprenderam os Doze Hinos Sagrados e, durante as férias, enquanto eu trabalhava, permaneciam na igreja aos cuidados da minha mãe, a quem chamavam de “Yorozuyo no batyan” (vovó do Yorozuyo). Isso me dava a tranquilidade de saber que estavam sendo educados nos ensinamentos de Oyassama.
Ao longo dos anos, participaram do Renseikai, curso de estudos da língua japonesa, do Encontro Infantojuvenil, Tsudoi, do Curso Estudantil, Gaku, e do Curso de Formação Espiritual, Shuyokai.
O Minoru tornou-se yoboku há dois anos e, neste mês, julho, o Shuji assistirá as preleções de Besseki e participará do Seminário de Oyassato. Neste ano, nossa família estará regressando a Jiba, nossa Terra Parental, pela terceira vez juntos, e meu marido e o Minoru participarão, pela primeira vez, do Corpo de Hinokishin Internacional, coordenado pela Associação do Moços.
Ao olhar para essa caminhada, percebo que a maior graça não foi a medalha, mas ver meus filhos crescerem como pessoas honestas, responsáveis, saudáveis e dispostas a servir. Tenho certeza de que a igreja teve um papel fundamental nessa formação.
Meu desejo é que continuem crescendo no Caminho, colocando em prática os ensinamentos de Oyasama e transmitindo esses valores às futuras gerações.
Hoje compreendo que levar os filhos à igreja é plantar sementes. Os frutos nem sempre aparecem imediatamente, mas Deus-Parens, no tempo certo, faz florescer graças muito maiores do que poderíamos imaginar. Minha oração é que muitas outras famílias também vivam essa alegria e experimentem a graça de educar seus filhos no Caminho de Oyassama.
*é yoboku da Igreja Atlântico